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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Clima provocou a migração de 22 milhões de pessoas em 2013

Mäyjo, 18.01.15

Riscos de desalojados por catástrofes ambientais quadruplicou desde 1970; tragédias aumentam busca por países desenvolvidos

Refugiados somalis no Quênia: no Chifre da África, população foge da fome e da secaFoto: TONY KARUMBA/AFP/2-8-2011
Refugiados somalis no Quênia: no Chifre da África, população foge da fome e da seca - TONY KARUMBA/AFP/2-8-2011
As mudanças climáticas levaram 22 milhões de pessoas a perderem suas casas no mundo durante o ano passado. O levantamento, apresentado na Conferência do Clima (COP 20) em Lima, enumera um leque de tragédias naturais, como tempestades na ilha caribenha de São Vicente e Granadinas, inundações no Sudão do Sul, ciclones em Bangladesh e um terremoto nas Filipinas. Contando a partir a 2008, foram 140 milhões de vítimas.

Segundo o Centro de Monitoramento de Deslocamento Interno (IDMC, na sigla em inglês), 85% das pessoas atingidas — ou 18,7 milhões — estão em países em desenvolvimento. O risco de desalojados por novas catástrofes quadruplicou desde 1970.

Há diversos fatores de risco, da desertificação às péssimas condições de habitação em regiões onde ocorrem inundações — explica Justin Ginnetti, consultor sênior do IDMC. — Recursos básicos, como água e alimentos, são cada vez mais escassos em diversas regiões do planeta, especialmente no Chifre da África e no Sudeste Asiático.

Cerca de 30% da população mundial vivem em regiões cuja economia é baseada em recursos naturais. Quando os eventos extremos atacam esta fonte de renda, não resta muito senão migrar. E a incógnita é se outros países estão prontos para receber o crescente contingente de refugiados climáticos.

Os governos ainda precisam se preparar para receber estas pessoas — alerta Ginnetti. — Os principais exemplos hoje são os Estados insulares do Pacífico. Kiribati precisou comprar terras em Fiji, e as Maldivas fizeram o mesmo na Austrália. Mas estes casos lidam com populações pequenas. No futuro, este contingente será maior.

No ano passado, 80,9% dos desalojados pelas catástrofes eram asiáticos, enquanto apenas 0,3% eram europeus — um sinal da desigualdade social e do caminho que os refugiados das tragédias naturais devem seguir. Segundo o último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, os imigrantes podem ser hostilizados em países ricos.

Já existem migrações climáticas, e elas continuarão por décadas — ressalta Walter Kälin, pesquisador da Iniciativa Nansen, que se dedica ao estudo de vítimas das mudanças no clima. — Precisamos garantir que estas populações sejam recebidas com segurança fora de suas fronteiras. Os governos devem criar um financiamento voltado à mobilidade da população.